domingo, 9 de agosto de 2009

BOMBA: Hopi Hari é vendido por R$ 6,36

O Hopi Hari, maior parque de diversões da América Latina, localizado em Vinhedo – SP, foi vendido no mês de junho passado, por apenas R$ 6,36. O valor absurdamente baixo deve-se primeiramente a uma dívida de R$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões de reais) que o parque possui. Os novos donos são os acionistas da consultoria Íntegra Associados, reunidos na empresa HH II PT S/A, que vão assumir a dívida monstruosa do parque, cujo maior credor é o BNDES.

Os antigos donos do parque eram Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal) que tinha 10,91% das ações juntamente com outros fundos de pensão de estatais. O Petros, da Petrobrás, tinha uma fatia de 9,88%. A Previ, do Banco do Brasil, 10%. O maior acionista do parque, no entanto, era o fundo GPCPII, da GP Investimentos, com 44,5%.

Petros, Previ e GP não quiseram se pronunciar sobre a negociação. A Íntegra, consultoria especializada na reestruturação de empresas em dificuldades financeiras, comunicou-se apenas por meio de nota. Não ficou esclarecida, portanto, como será equacionada a questão da dívida da empresa. Os novos donos vão investir na empresa R$ 10 milhões.

O Funcef havia pago, em março de 1997, R$ 12,4 milhões pelas ações e R$ 12,5 milhões em debêntures. Vai receber o valor simbólico de R$ 0,01 o lote de 100 mil ações e, após a repactuação, resgatará um valor residual de aproximadamente R$ 2 milhões, como saldo remanescente daquelas debêntures.




Por que o Hopi Hari está endividado?

Inspirado na Disney World, o Hopi Hari se tornou um mico para a GP e os quatro fundos de pensão que o controlavam


O Hopi Hari, foi inaugurado em 1999 com o objetivo de reproduzir a fórmula de sucesso do Magic Kingdom, a unidade mais famosa do complexo da Walt Disney Company, em Orlando, na Flórida (EUA).


Apenas em sua construção, o parque temático consumiu 200 milhões de dólares, num investimento conjunto da GP, maior gestora de fundos do país, e de quatro fundos de pensão - Previ, Funcef, Petros e Sistel. A expectativa era que pelo menos parte dos 300.000 brasileiros que viajavam todos os anos para os parques da Disney, em Orlando, passasse a freqüentar também o complexo de entretenimento erguido em Vinhedo, no interior de São Paulo.

Parte dos pilares que sustentavam o plano de negócios, no entanto, desmoronou antes mesmo de o parque abrir as portas. No início de 1999, o real sofreu uma brutal desvalorização. Logo depois, a economia brasileira iniciou um período de quase estagnação. Mesmo com a volta do crescimento, as projeções de atrair 3 milhões de visitantes e alcançar um faturamento de 200 milhões de reais por ano jamais se concretizaram. Em 2008, o melhor ano de toda a história do parque, o Hopi Hari recebeu 1,8 milhão de turistas e faturou 70 milhões de reais.

Cansados de prejuízos e acuados por uma dívida estimada em 500 milhões de reais, os controladores do negócio venderam no mês passado o parque aos sócios da consultoria Íntegra Associados, especializada em reestruturação de empresas. A consultoria assumiu o Hopi Hari com o objetivo de fazer o parque dar lucro em 18 meses - algo que a GP e os fundos nunca conseguiram em quase uma década.

Investimentos

De imediato, a Íntegra realizou um aporte de 10 milhões de reais no caixa do Hopi Hari, que devem custear as próximas promoções com o objetivo de aumentar o número de visitantes.

A primeira delas é uma série de eventos especiais durante o mês de julho, período de férias escolares. Pode parecer banal, mas essa é a primeira vez que o Hopi Hari desenvolve um evento desse tipo em julho. A nova administração também planeja aumentar os investimentos em publicidade. A previsão é que em 2009 sejam aplicados 9 milhões de reais na divulgação do parque, o dobro do valor aplicado anualmente desde 2006.

Mas a verdadeira marca da virada, segundo os executivos do Hopi Hari, será visível no segundo semestre do ano que vem. Trata-se da instalação de uma nova montanha-russa, avaliada em 12 milhões de reais. É o primeiro investimento realizado no parque desde a inauguração. "A ideia é estimular os visitantes a vir ao parque com mais frequência", diz Armando Pereira Filho, diretor-presidente do Hopi Hari. "Nosso visitante costuma voltar ao parque em média a cada dez meses. Queremos que esse intervalo passe a ser de sete meses."





Desafio

Os desafios de recuperação do Hopi Hari, contudo, vão além do aumento de verba de marketing e da renovação de atrações. Os novos controladores terão de resolver problemas estruturais. O Hopi Hari foi concebido como um parque temático de padrão internacional, voltado para um público de alta renda.

No entanto, o afluxo desse tipo de visitante se mostrou insuficiente para manter a operação. A média do preço dos bilhetes foi então reduzida, com promoções agressivas, para se adequar ao bolso dos visitantes com menor poder aquisitivo, o que prejudicou tanto a rentabilidade quanto os investimentos capazes de manter o padrão internacional - a previsão inicial era que os ingressos custassem o equivalente a 40 dólares.

O preço atual é de cerca de 25 dólares. "O Hopi Hari é como um avião projetado para voar apenas com classe executiva operando em um mercado em que as pessoas só têm dinheiro para viajar em classe econômica", diz um consultor especializado no setor.

Os solavancos da economia e as peculiaridades do mercado brasileiro transformaram o Hopi Hari quase numa antítese do Magic Kingdom, parque que o inspirou.







Construído à beira da rodovia dos Bandeirantes, a 70 quilômetros de São Paulo, o Hopi Hari fica no meio do nada. Longe da capital, seu principal polo gerador de visitantes, o empreendimento registra uma lotação desmedida nos fins de semana (o que, às vezes, torna o passeio um martírio), enquanto passa os outros dias da semana com público abaixo da média.


A localização nos arredores do Aeroporto de Viracopos, o que seria uma vantagem, é hoje mera curiosidade, uma vez que apenas 19% dos visitantes vêm de outros estados - um número ínfimo para um parque de sua dimensão. Concorrentes nacionais menores, como o Beto Carrero World, em Santa Catarina, recebem cerca de 50% dos visitantes de outros estados e de países como Argentina, Chile e Uruguai. "Para ter um fluxo contínuo de visitantes, os grandes parques precisam estar dentro do mapa turístico. Sem essa condição, tornam-se inviáveis", diz Luiz Mauro, vice-presidente da US Travel Association, que representa no Brasil as operadoras de turismo americanas.

No Brasil, o cenário é mais otimista e a expectativa é que o setor cresça até 15% - estima-se que o faturamento dos 15 maiores parques em 2009 seja de 600 milhões de dólares. Não deixa de ser um alento para os executivos da Íntegra, cujo trabalho para levantar o Hopi Hari deve ser tão emocionante daqui para a frente quanto um mergulho na montanha-russa.


Este texto foi reescrito com base nas reportagens das seguintes fontes:

Site do Estadão: “Hopi Hari é vendido por valor simbólico”
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090620/not_imp390152,0.php
Site da Revista Exame: “Vai ser difícil consertar”
http://portalexame.abril.uol.com.br/revista/exame/edicoes/0947/negocios/vai-ser-dificil-consertar-482554.html

terça-feira, 4 de agosto de 2009

GRIPE SUÍNA ADIA VOLTA ÀS AULAS PARA DIA 17


Valinhos aceitou a recomendação da Secretaria Estadual de Saúde e adiou para 17 de agosto o reinício das aulas na rede municipal de ensino.

A decisão foi comunicada no último dia 01 de agosto pelo Secretário de Educação do município Zeno Ruedell para os professores que participavam de uma palestra sobre a prevenção à "nova gripe".

Segundo o site da prefeitura "as autoridades em Saúde destacam que o pico de transmissão da epidemia vai reduzindo à medida que esquenta e com o passar do tempo. Com base em pesquisas de laboratório e na experiência de outros países, as estatísticas mostram que evitando a reunião de crianças e adolescentes há um recuo de cerca de 30% da transmissão. O secretário da Educação, Zeno Ruedell, disse que, com o adiamento do retorno às aulas, está sendo estudada a forma como elas serão repostas, já que por Lei Federal o ano letivo deve incluir 200 dias/aulas. 'Nós comunicaremos aos pais e alunos como ficará essa reposição no retorno as aulas'."


Mais informações no site da prefeitura: www.valinhos.sp.gov.br/

ou na Divisão de Vigilçância Epidemiológica
3829-5676 ou 3829-5681


Assista ao vídeo a seguir com algumas dicas de como se prevenir